Divórcio litigioso: Entenda o que é, como funciona e seus principais impactos

O fim de um casamento nem sempre ocorre de forma amigável. Em muitos casos, quando não há consenso entre as partes sobre pontos importantes como guarda dos filhos, partilha de bens ou pensão alimentícia, é necessário recorrer à Justiça. É nesse contexto que o divórcio litigioso se apresenta como o caminho legal para dissolver o vínculo conjugal diante de conflitos.

Diferente do divórcio consensual, o divórcio litigioso envolve disputas judiciais e pode gerar desgaste emocional e financeiro para os envolvidos. No entanto, entender como ele funciona, quais são seus efeitos e como se preparar para esse processo pode tornar a jornada menos complicada e mais segura juridicamente.

O que é e quando ele acontece

O divórcio litigioso ocorre quando não há acordo entre os cônjuges sobre os termos da separação. Diferente do divórcio consensual, que se baseia no entendimento mútuo, o divórcio litigioso exige a atuação do Poder Judiciário para decidir questões como guarda dos filhos, divisão de bens e pensão alimentícia.

Esse tipo de divórcio é comum quando há conflito de interesses ou dificuldade de comunicação entre as partes. Por essa razão, a atuação de advogados especializados em Direito de Família é essencial para garantir que os direitos de cada parte sejam respeitados durante o processo.

O divórcio litigioso pode ser iniciado por apenas um dos cônjuges, mesmo que o outro não concorde com a separação. Desde a Emenda Constitucional nº 66/2010, não é mais necessário apresentar justificativa para o término do casamento, o que facilita o pedido de divórcio. No entanto, quando não há acordo, a tramitação tende a ser mais longa e complexa.

Em resumo, o divórcio litigioso é uma alternativa jurídica para casais que não conseguiram chegar a um consenso, sendo uma realidade frequente nos tribunais brasileiros.

Quais são os principais motivos para o divórcio litigioso

Os motivos que levam ao divórcio litigioso são diversos e, muitas vezes, refletem conflitos acumulados ao longo do relacionamento. Um dos principais fatores é a falta de diálogo, o que dificulta acordos amigáveis. Além disso, questões de divergências e disputas patrimoniais estão entre os motivos mais recorrentes.

O divórcio litigioso pode ser motivado por situações em que há desequilíbrio de poder dentro da relação, impedindo que uma das partes se sinta segura para negociar diretamente. Nesses casos, a intervenção judicial garante maior proteção para o cônjuge mais vulnerável, especialmente quando há risco à integridade física ou psicológica.

Outro motivo frequente para o divórcio litigioso é a resistência de um dos cônjuges em aceitar o fim do casamento, o que gera impasses e posterga a resolução do conflito. Independentemente da razão, é importante que o processo seja conduzido com responsabilidade e apoio jurídico, a fim de reduzir os impactos negativos para todos os envolvidos.

Quando há filhos, entenda a regulamentação de guarda, visitas e pensão alimentícia

Em casos com filhos exige atenção redobrada, pois envolve decisões que impactam diretamente o bem-estar das crianças. Quando não há consenso entre os pais, o juiz é quem determina a guarda, o regime de convivência e o valor da pensão alimentícia. A prioridade, nesses casos, é sempre o melhor interesse dos filhos.

Em um divórcio litigioso, a guarda compartilhada costuma ser a regra, salvo em situações em que um dos pais não apresenta condições adequadas para exercer o poder familiar. A visitação também deve ser definida de forma clara, garantindo o direito da criança de conviver com ambos os genitores, sempre que possível.

A pensão alimentícia é outro ponto de conflito comum. O juiz analisará a necessidade da criança e a capacidade financeira de quem irá pagar o valor mensal. É fundamental apresentar provas, como contracheques, extratos bancários e despesas da criança, para que o valor seja justo.

Portanto, o divórcio não consensual com filhos precisa ser tratado com responsabilidade e empatia, já que decisões equivocadas podem causar danos emocionais duradouros nas crianças envolvidas.

Quanto tempo demora um divórcio litigioso na Justiça brasileira

A duração de um divórcio litigioso pode variar bastante, dependendo de diversos fatores. Em média, o processo pode levar de alguns meses a mais de dois anos para ser concluído. Isso ocorre porque cada etapa judicial demanda tempo, desde a citação da parte contrária até a realização de audiências e eventual apresentação de provas e testemunhas.

Um dos principais motivos para a demora é o grau de conflito entre os cônjuges. Quanto maior o número de pontos de discordância, como guarda dos filhos, pensão e partilha de bens, mais longo tende a ser o processo. 

Para reduzir o tempo de um processo, é recomendável que as partes estejam dispostas a negociar, mesmo que parcialmente, com o apoio dos advogados. A mediação familiar também pode ser uma alternativa eficaz, ajudando a resolver conflitos antes mesmo da sentença final.

Apesar de ser um processo mais demorado, o divórcio litigioso continua sendo necessário quando não há espaço para diálogo direto entre os cônjuges.

Divórcio e partilha de bens: como funciona na prática

A partilha de bens em um divórcio litigioso ocorre quando os cônjuges não entram em acordo sobre como os bens do casal devem ser divididos. O regime de bens adotado no casamento será determinante para essa divisão, sendo o mais comum o regime da comunhão parcial de bens. Nesse regime, apenas os bens adquiridos durante o casamento são objeto de partilha.

Durante o andamento da ação, cada parte deve apresentar documentos que comprovem a existência e o valor dos bens. Imóveis, veículos, investimentos, saldos bancários e até mesmo dívidas podem ser incluídos na partilha. O juiz analisará as provas apresentadas e tomará a decisão com base nos princípios da igualdade e da proporcionalidade.

É importante destacar que, mesmo em casos de brigas intensas, o processo não anula os direitos de propriedade garantidos por lei. Por isso, o indivíduo deve manter um inventário completo dos bens e contar com a assistência de um advogado para proteger o patrimônio individual e coletivo.

Em resumo, a partilha de bens no divórcio litigioso exige organização, transparência e acompanhamento jurídico adequado para que a divisão seja justa e legal.

Conclusão

Enfrentar um processo de divórcio pode ser uma das etapas mais desafiadoras da vida. Além das questões emocionais envolvidas, há também uma série de decisões jurídicas importantes que exigem atenção, estratégia e conhecimento técnico. Cada escolha feita durante o processo pode refletir diretamente no seu futuro e no bem-estar dos seus filhos, caso existam.

Por isso, contar com uma orientação jurídica qualificada faz toda a diferença. Quando você entende seus direitos, conhece os caminhos legais e age com apoio especializado, tudo tende a acontecer com mais clareza e tranquilidade.

Portanto, se você está passando por um momento como esse ou conhece alguém que estejam enfrentando um divórcio litigioso, saiba que não precisa lidar com tudo sozinho. Busque o suporte de um profissional que realmente compreenda sua realidade e esteja preparado para defender seus interesses com responsabilidade e ética.

O primeiro passo para retomar sua vida com segurança pode começar com uma conversa. Estamos à disposição para te ouvir.

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